Tolerância 0.

Todos os semestres os alunos do curso de comunicação social têm como um dos trabalhos mais importantes, o interdisciplinar. O TI, como é chamado pelos estudantes e professores, consiste em um trabalho em grupo com um tema em comum entre todos e que deve englobar todas as matérias cursadas no período. O assunto é lançado no ínicio das aulas e o projeto é avaliado pela banca de docentes em uma apresentação ao final do semestre.

O tema da vez gerou polêmica entre os alunos do 6º períodos. Uma demora para a decisão do mesmo, deixou todos dispersos e o andamento do processo de realização do trabalho foi sendo adiado. Poucas semanas antes da apresentação final, chegou-se a conclusão de que o TI deveria girar em torno da Tolerância, conforme a proposta inicial do professor de Antropologia da turma, Luis Antônio da Silva.

A pergunta é? Os alunos foram tolerantes com esse trabalho. A verdade é que não. Sempre há a reclamação de que o TI acaba sendo corrido demais e deixa a todos com o os cabelos em pé. Dessa vez, o tema colaborou e os estudantes encontraram muita dificuldade em falar de um assunto tão vasto e para muito, intolerantes. Para Bruna Lage, falar sobre tolerância foi um dos Interdisciplinares mais difíceis, apesar de parecer o mais simples. “A gente não tem tolerância para pensar sobre a tolerância. Fomos intolerantes com o tema”.

Na próxima semana, as duplas apresentarão as suas pesquisas e seus textos sobre várias vertentes ligadas a tolerância. Em um só arquivo, os trabalhos serão publicados e disponibilizados para todo o mundo no Wikipedia.

Uma coisa os alunos, com certeza, aprenderam: É preciso ser tolerante diante as dificuldades para vencê-las e se chegar a um bom trabalho final, independente do tema.

Na web e na rua

As redes sociais são novidades na web. Trata-se de novas maneiras de fazer comunicação. Mídias alternativas como Orkut, Blogs e Twitter já alcançam o primeiro lugar em número de acessos em vários países, e atraem principalmente os jovens.

 A internet possibilita aceleração na transmissão da informação, difusão de idéias e debates. Jornalistas têm se inserido nesse novo mercado para comunicação. A linguagem e a estrutura de transmissão da notícia têm se modificado rapidamente. Grandes empresas de comunicação já possuem equipes específicas para webjornalismo. A questão que ronda o jornalista é: Será que é possível tirar, inserir ou gerar conteúdo na internet, especificamente nas redes sociais? E, lugar de jornalista é na rua ou web?

Para Bruna Lage, 22 anos, estudante do 6º período de jornalismo, o profissional de comunicação pode conciliar a busca de informação entre o modo tradicional, aonde o jornalista vai pra rua com papel e caneta na mão, e a captura de notícia pela web.  “Se o jornalista tiver equipamento para capturar a notícia, é interessante que ele esteja na rua, pois ali ele consegue capturar e depois transmitir a informação. Assim, ele estará na rua e na web ao e mesmo tempo”. 

O avanço tecnológico permite o enlace da notícia a qualquer momento. Hoje não é mais necessário um grande aparato para produção de conteúdo com qualidade. Celulares e câmeras digitais possuem tecnologia similar a dos equipamentos de estúdio, além da fácil mobilidade. O jornalista, então, pode registrar a notícia de maneira rápida e prática e publicá-la em seguida.

A aluna do 8º período de Publicidade e Propaganda Fernanda, 24 anos, acredita que é sim possível gerar conteúdo para e através da internet. “Hoje está fácil filmar e fotografar em situações que não tem profissionais da área de comunicação. Os acontecimentos caem na rede, vêem os acessos e vira notícia. Como no caso da aluna da Uniban. O vídeo ficou na net uma semana antes de ir pra mídia televisiva. Só foi veiculada na televisão porque eles perceberam o burburinho que o caso gerou”.   

 O webjornalismo é uma nova tendência nos grandes veículos de comunicação. E tende a crescer junto com a internet. Os profissionais da comunicação devem estar sempre atentos às mudanças da web. Pois sua popularização aumenta a cada dia, e a busca pela  informação também. 

Veja também:

Sobre Webjornalismo

Aluna sendo explusa da Uniban

E depois da faculdade?

Estar na faculdade é uma coisa. Mas, próximo ao fim ou mesmo para quem está começando, as dúvidas sobre o futuro após os estudos são grandes. Perguntamos a alguns alunos do curso e entre risos e preocupações, eles contaram o que pretendem fazer assim que receberem o diploma! 😉

Semana da Comunicação no Unileste

“Comunicação e  a importância do diploma”. Esse foi o tema  escolhido para a Semana da Comunicação que o Unileste realizou de 20 a 23 de outubro de 2009.

Com o intuito de integrar e aproximar os alunos de atividades cotidianas da profissão, a Semana da comunicação acontece todo ano e movimenta os estudantes. Trazendo  palestras, abertas ao público,  com importantes profissionais da área e oficinas (edição de vídeo, áudio, teatro, entre outras) gratuitas para os graduandos. Além de adquirir conhecimento, os universitários somam horas complementares por sua participação.

Em 2009, uma novidade movimentou os alunos: O 1° concurso de criação publicitária e Produção Jornalística.

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Aluna recebe tarefa enquanto professores explicam as regras do concurso.

Apresentado no Auditório Othon Fava pelos professores Patrícia Oliveira e Rodrigo Vieira, os estudantes que concorreram em duplas, e entre eles, receberam tarefas, de acordo com a sua área, a serem cumpridas no prazo de 48 horas. Com o objetivo de estimular a criação e aproximar os alunos do mercado de trabalho, o concurso cultural foi aberto no dia 20/10 e o resultado apresentado no encerramento da Semana, no dia 23 à noite.

Aqui você pode ver a programação que rolou na Semana da Comunicação/09.

Além do projeto de Primavera

Na última semana os alunos do 6º período de Jornalismo entregaram a primeira parte do projeto do trabalho de conclusão de curso.  Ministrada pelo professor Luis Antônio, a aula de TCC 1 é o espaço que os estudantes encontram para tirar suas dúvidas, receber orientações sobre o trabalho e dar corpo ao projeto final que deve ser entregue ao fim do próximo semestre.

O “projeto de primavera”, como está sendo chamado por muitos essa primeira parte do trabalho, não foi fácil para todos. A maioria da turma já entregou os trabalhos. Mas,  alguns alunos não conseguiram terminar a tempo.  É o caso de Débora Anício, que se encontrou sem um tema prestes a ter que estar com o trabalho pronto em mãos. Ela, que tinha duas idéias, afirma ter feito a escolha errada. “Segundo minha ‘desorientadora’, é impossível. Então… voltei à estaca zero.” contou em seu blog.

Débora preferiu não se desesperar. Ela não será penalizada por isso, já que os professores sabem da dificuldade desse trabalho e que as “pautas” caem a todo instante. Agora, a aluna tem conversado com vários docentes e está formulando uma nova idéia para o seu projeto. É preciso correr atrás, já que a segunda parte do trabalho desse semestre deve ser entregue logo após o feriado de novembro.

Segunda etapa

“O projeto de Finados”. É como os alunos estão chamando a segunda etapa do trabalho, considerada por eles como a maior e mais completa parte do trabalho. Para aqueles que já entregaram o primeiro projeto, é a hora de dar corpo as idéias apresentadas anteriormente. O tempo é ainda mais apertado, e para quem ainda não concluiu o “projeto de primavera” a tensão tende a aumentar.

As dúvidas são muitas para todos os estudantes. Com projeto ou sem projeto, eles devem estar preparados para um próximo semestre ainda mais intenso, onde os prazos serão mais rígidos e o desespero por concluir o trabalho, maior. O que não vale é deixar se acomodar. O grande lance é focar em um tema, correr atrás e se entregar, sem exageros, àquilo que irá finalizar essa etapa na faculdade.

Leia mais sobre TCC:

Fritando com o TCC

10 dicas fundamentais para um bom TCC

Como fazer: Projeto de pesquisa

Como saber se você deve ser um jornalista

O desenvolvimento dos jornais periódicos no Brasil começou no final do século XIX. O primeiro jornal impresso foi o Correio Brasiliense de Hipólito José da Costa. Tratava-se de um jornal em oposição ao sistema monárquico da época. A partir daí as práticas de comunicação se aprimoraram, além de outros veículos impressos, surgiram também o rádio, a televisão, a internet e as mídias alternativas. As atividades no campo da comunicação tornaram se mais amplas. Hoje os jornalistas se fazem necessários dentro das grandes empresas, em campanhas políticas, e no velho jornal impresso. Jornalismo trata-se da habilidade de buscar e transmitir informações. É uma mediação entre o fato e o público. Para ser um profissional da comunicação você deve notar se:

  • Consegue pensar sob pressão: A rotina jornalística é muito intensa e corrida. O jornalista sofre pressão por causa da rapidez com que precisa captar as informações.
  • Gosta de escrever: Mesmo os profissionais não trabalham em veículos impressos precisam ter domínio da língua portuguesa e conhecer os métodos de redação jornalística, porque a escrita é o instrumento de trabalho do jornalista. 
  • É curioso: O instinto apurativo tem que fazer parte dos jornalistas. Uma notícia publicada com informações erradas pode trazer danos irreversíveis. Lembre-se que o jornalista é um formador de opinião.
  •  Tem facilidade para trabalhar em equipe: Trabalhar em grupos é um desafio em qualquer profissão. No campo da comunicação não é diferente, é necessário saber ouvir e ser paciente com o colega.

Para algumas pessoas jornalismo é uma questão de destino. Na verdade, todos os requisitos para ser um jornalista podem ser aprimorados. A única particularidade que você realmente precisa ter é o prazer em informar e uma grande vontade de questionar.

Saiba mais:

A história do jornal no Brasil

Fritando com o TCC

“Tá complicado! Eu ainda nem sei o que é direito TCC. Na verdade, pra mim, TCC é uma coisa que a gente entra no primeiro período com medo, e quando chega na hora de fazer a gente continua inseguro”. É assim que se sente  a aluna do sexto período de jornalismo, Jordane Rodrigues, prestes a entregar a primeira parte do Trabalho de Conclusão de Curso.

O TCC do curso de jornalismo é um estudo extenso. Os estudantes pesquisam sobre assuntos no campo da comunicação ou fazem um estudo de caso. Para graduar-se é necessário ter o trabalho de conclusão de curso aprovado pela banca de professores. Jordane diz que ainda está perdida sem saber o foco ou o que fazer pra realizar o estudo sobre o tema que ela escolheu. Para ela sentimentos como apreensão, temor e nervosismo se misturam.

“Quanto mais me explicam mais complicado fica. É um paradoxo. Ainda bem que temos professores que nos orientam. É aquela desconstrução que o professor Luiz Antônio sempre explica nas aulas. Quando a gente pensa que já está tudo encaminhado, uma simples conversa pode, novamente, nos deixar perdido”, afirma Jordane.

Como o tempo é curto e o trabalho é longo o jeito é ser otimista como Jordane e acreditar que ainda é tempo de expressar todo o potencial criativo e fazer um excelente trabalho. “Brasileiro não desiste nunca, e nós trabalhamos sobre pressão”, conclui.